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Dragagem não pode ser responsabilizada por erosão das praias

A afirmação é de pesquisadora do Instituto Geológico

A obra de dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao Porto de Santos não pode ser responsabilizada pela erosão das praias de Santos e do Góes, no Guarujá. A afirmação foi feita pela pesquisadora do Instituto Geológico de São Paulo, Célia Regina de Gouveia Souza, durante reunião técnica com os Secretários do Meio Ambiente de Santos, Fábio Alexandre Nunes e do Guarujá, Élio Lopes, realizada no dia 23 de agosto, nas dependências da Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP).

O encontro, que foi coordenado pelo Diretor de Infraestrutura da empresa, Paulino Vicente, e contou também com as presenças dos Secretários de Assuntos Portuários e Marítimos e presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Sérgio Aquino e Serviços Públicos de Santos, Carlos Alberto Tavares Russo, entre outros técnicos, serviu para esclarecer dúvidas das autoridades acerca dos problemas que vem ocorrendo nos municípios.

A pesquisadora Célia Gouveia, que coordena o Programa de Monitoramento Praial, desenvolvido especialmente para o acompanhamento do empreendimento, apresentou o trabalhado realizado desde o mês de janeiro, antes do início da dragagem em 21 de fevereiro. De acordo com ela, a praia é um dos ambientes mais dinâmicos que temos no planeta. E, por esta razão, com o passar dos anos sofre várias intervenções que podem ser naturais e antrópicas.

Entre essas alterações pode acontecer a erosão que é um processo natural de remoção de sedimentos e ocorre quando a perda de areia é maior, provocada pela ação de ondas, marés, correntes e ventos. No caso específico da Ponta da Praia, em Santos e da Praia do Góes, em Guarujá, onde o fenômeno é uma realidade, Célia afirmou que o processo é anterior ao início da dragagem de aprofundamento.

A pesquisadora não tem como afirmar que a obra vá acelerar o problema, já que todas as praias tem o risco de erosão costeira devido ao aumento do nível do mar. Outro fator, segundo ela, são as construções e estruturas rígidas que dificultam a fixação da areia. Com relação ao assoreamento ocorrido nas praias de Santos, nos canais 2 e 3, Célia Gouveia afirmou ser um processo normal que ocorre nas entradas de frentes frias em situação de maré de lua nova ou cheia. “Temos notado que, nas últimas décadas, tem aumentado o número de ressacas. Isso é em todo o Sudeste”, explicou.

Ainda durante a reunião técnica foi apresentado o Programa de Modelagem Operacional da Pluma de Sedimentos que fornece previsões meteorológicas e oceanográficas para dar suporte às operações de dragagem e descarte na região da Baia de Santos.

No final do encontro, o Diretor de Infraestrutura da CODESP, Paulino Vicente, ressaltou o cuidado que a empresa tem com a obra e que para isso mantém 24 programas de monitoramento Afirmou, também, que até o dia 15 de setembro enviará o Relatório Consolidado para as autoridades dos municípios de Santos e Guarujá. Desta forma, eles terão acesso a tudo que foi realizado no empreendimento. Além disso, marcou para o final do mesmo mês uma nova reunião técnica com os secretários.


Matéria elaborada em: 24/08/2010

Publicado por: DA REPORTAGEM