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Pescadores deixam os barcos por um dia e colocam a mão na massa

Eles participaram do Curso de Panificação Artesanal

Durante um dia inteiro, pescadores e esposas que também trabalham na pesca, deixaram os barcos e redes de lado. Todos se dedicaram a um novo aprendizado: a panificação artesanal. Colocar, literalmente, a mão na massa, foi a tarefa desempenhada para a produção de pães de vários sabores e tortas. O curso, realizado pelo Programa de Apoio às Comunidades de Pesca, da obra de Dragagem de Aprofundamento do Canal de Acesso ao Porto de Santos, contou com a parceria da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) ligada à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e da Embraport. A ação, desenvolvida nas instalações do Instituto de Pesca, foi dividida em três grupos e ocorreu nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro.

O resultado do trabalho foi muito comemorado - e degustado - por todos. Afinal, a partir desse novo aprendizado será possível agregar uma nova forma de renda familiar. Por esta razão, Vera Lúcia Rezende, que acompanha os genros na pesca de marisco, ostra e mexilhão quis participar. “É uma renda a mais. E à tarde não compro mais pão para as crianças, faço e economizo”.

Marco Antonio Gonçalves Marques, que há 25 anos trabalha com pesca, participou do curso acompanhado pela esposa Claudeni Nogueira Marques e ficou muito satisfeito com o que aprendeu. “Adorei o curso. Deu para aprender bem. A ideia é fazer para consumo próprio. Mas, com o tempo posso até fazer para vender”.

Genário Dantas do Nascimento, há 15 anos na pesca, também gostou da sua primeira experiência com massa. “É sempre bom aprender. Tem uma festinha, faz, não precisa comprar”. Ele, que também visa o consumo próprio, não descarta a possibilidade da produção para a venda.

Para a professora Elizete Taira Matsukawa, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), a experiência de ministrar o curso para pescadores foi muito importante porque sentiu o interesse de todos. Ela normalmente trabalha com moradores da área rural. Além de passar todas as informações sobre as receitas e o correto manuseio dos ingredientes, Elizete também focou seu curso na melhoria da qualidade da alimentação dos pescadores. Dicas para a utilização de recheios variados, como o peixe, também foram abordados nas aulas.

O curso de Panificação Artesanal atendeu 55 associados da Colônia de Pescadores Z 4 “André Rebouças” de São Vicente, Capatazia Santa Cruz dos Navegantes e Colônia dos Pescadores Z 3 “Floriano Peixoto” do Guarujá, Capatazia Vila dos Pescadores de Cubatão e Colônia dos Pescadores Z 1 “José Bonifácio”, de Santos.

Texto produzido em: 23/02/2011

Publicado por: DA REPORTAGEM