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DRAGAGEM DO PORTO DE SANTOS
ECONOMIA, SUSTENTABILIDADE E EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PROGRAMAS::

Programa verifica qualidade das águas do estuário

Controle também segue Resolução Conama sobre diretrizes ambientais

A qualidade das águas nos trechos do canal de acesso ao Porto de Santos, onde acontece a dragagem de aprofundamento, vem sendo analisada pelo Programa Qualidade das Águas nas Áreas Dragadas, sob coordenação da Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas (FUNDESPA). A avaliação visa observar o tempo de dispersão da pluma de sedimentos no estuário durante a operação das dragas, além de quantificar os componentes que estão na Resolução Conama nº 357/05. Essa norma dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais, bem como estabelece as condições e padrões de lançamentos de efluentes.

As primeiras coletas ocorreram no mês de janeiro de 2010, antes do início da operação de dragagem, no dia 21 de fevereiro. Desde então, a equipe, formada por oceanógrafos e uma técnica em saneamento ambiental, realiza dois monitoramentos em cada trecho dragado.

Durante o trabalho, a embarcação que leva os técnicos fica a uma distância de 500 metros da draga. Quando o overflow (drenagem da água excedente na cisterna da draga) é iniciado, a coleta é feita a cada 15 minutos durante o período de uma hora, no mesmo local, totalizando cinco amostras. Posteriormente, mais três coletas são realizadas em áreas diferentes. Para recolher a água, sempre na metade da profundidade do canal, são utilizadas garrafas de Van Dorn. Logo após, a água é depositada em frascos que são mantidos em temperatura entre 2º e 6ºC.

Simultaneamente, uma sonda multiparamétrica (que monitora até 13 parâmetros de qualidade da água diferentes) é utilizada para medições físico-químicas, na mesma profundidade da coleta da água, obtendo a quantidade do oxigênio dissolvido, porcentagem de saturação de oxigênio, condutividade, salinidade, pH, potencial oxirredução e temperatura da água.

Todas as amostras de água são enviadas para um laboratório em São Paulo, credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O material passa por análises químicas e ecotoxicológicas em ensaios com larvas de ouriço-do-mar, Lytechinus variegatus.

Publicado por: DA REPORTAGEM