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Ministro anuncia chegada do navio Yuan Dong 007 para derrocagem

Perfuratriz fará o desmonte parcial das pedras Teffé e Itapema

O Ministro Leonidas Cristino, da Secretaria de Portos (SEP) anunciou ontem (25), durante o Santos Export 2011, a chegada da embarcação Yuan Dong 007 que fará a derrocagem (desmonte) parcial das pedras Teffé e Itapema, localizadas respectivamente na margem direita e esquerda do Porto de Santos, de forma inédita no País. A obra da SEP, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) integra o projeto de aprofundamento do canal de navegação para 15 metros e seu alargamento para 220 metros, também com aporte do Governo Federal. Com isso, o Porto poderá receber navios com maior calado aumentando em até 30% a sua capacidade de movimentação.

Para a execução da derrocagem das duas rochas foi contratada a Ster Engenharia Ltda (vencedora da Licitação Pública Internacional), pelo valor de R$ 25.592.142,96. Os trabalhos serão iniciados logo após os testes de detonação pela pedra de Teffé. A previsão é de que a obra dure em aproximadamente dois meses (inicialmente estava programada para 18 meses) e seja retirado um volume de 31.386 m³ (in-situ), sendo 20.126 m³ da Teffé e 11.260 m³ da Itapema.

A perfuratriz Yuan Dong 007, de origem chinesa, foi construída especialmente para este tipo de atividade. Com 100,86m de comprimento e 17,6m de largura possui dez torres de perfuração capazes de suportar uma coluna de perfuração de 28m de comprimento, com uma guia para o revestimento do furo (casting guide). O navio é equipado ainda com um propulsor lateral de proa, seis guinchos de ancora, duas colunas de apoio de trabalho e outras duas auxiliares. Esses equipamentos permitem a atuação em todo o processo da derrocagem, desde a perfuração da rocha, o carregamento do explosivo até a detonação. O mesmo sistema foi usado na ampliação do Canal do Panamá, na América Central.

A programação dos técnicos da empresa é de que a embarcação Yuan Dong 007 fique em atividade todos os dias da semana, por 24 horas, perfurando as rochas. Porém, as detonações ocorrerão somente em horário pré-determinado (acompanhe a divulgação pelo site www.dragagemdoportodesantos.com.br). Durante a preparação de cada detonação, o canal de navegação ficará fechado por um período (janela) de três horas no local da obra.
Para informar quem estiver nas imediações do Porto, será utilizada uma sirene. Cinco minutos antes da detonação serão emitidos seis sinais longos de 10 segundos cada e um minuto antes da ação mais um sinal de dez segundos, seguido por mais dez de três segundos cada. Após a detonação, será realizada a inspeção da área e em seguida, estando tudo certo, um sinal longo avisará a liberação do canal de navegação.

Para a proteção da fauna existente no canal do Estuário, será utilizada uma carga suspensa de pequena intensidade antes das detonações. Uma cortina de bolhas ao redor de toda a área de trabalho também será acionada. O objetivo é reduzir o impacto da pressão hidrodinâmica da detonação, ou seja, controlar a onda de choque gerada.

Durante todo o período da execução da derrocagem, equipes de diferentes áreas estarão atuando, simultaneamente, visando o monitoramento ambiental e a divulgação das atividades. Uma delas, formada por biólogos, vai verificar a presença de espécies de mamíferos aquáticos, como botos e golfinhos, e de tartarugas na área de trabalho da embarcação. No caso de algum avistamento o processo será paralisado. Outra acompanhará a intensidade das detonações para evitar danos às edificações próximas às pedras. A divulgação da obra está sendo feita à população por intermédio de comunicados em rádios, distribuição de Informativos e folhetos em Santos e Vicente de Carvalho. Faixas e cartazes também serão afixados em pontos de grande fluxo de pessoas.

As atividades desenvolvidas durante a derrocagem das duas rochas terão o acompanhamento do Consórcio CHL contratado pela Secretaria de Portos para fiscalização do empreendimento (dragagem de aprofundamento e derrocagem), Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP), por intermédio da Superintendência da Saúde, Segurança e Meio Ambiente e da Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas (FUNDESPA). A liberação do canal de navegação para as detonações caberá a Capitania dos Portos.




Publicado por: DA REPORTAGEM