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DERROCAGEM::

Encerrada a derrocagem parcial da pedra de Teffé

As últimas detonações aconteceram nesta quarta-feira

A derrocagem parcial da pedra de Teffé foi encerrada nesta quarta-feira (26 de outubro). As duas últimas detonações aconteceram às 11h20 e 11h22. Com a finalização dessa etapa da obra, a equipe da Ster Engenharia inicia a desmontagem dos sistemas de segurança – cortina de bolhas e bóias – para retomar o mesmo processo na pedra de Itapema, localizada no lado esquerdo do canal de navegação do Porto de Santos.

Para a apresentação dos procedimentos que serão realizados na segunda fase do empreendimento, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) realizou uma reunião, na tarde desta quarta-feira (26 de outubro), com representantes da Dersa, Associação dos Catraieiros, Marinha, Corpo de Bombeiros, Consórcio CHL, Fundespa e Ster Engenharia.

Na oportunidade, o gerente da obra, Cyril Girardeaux, explicou como vai ser realizado o trabalho e as medidas de segurança que serão implantadas durante a derrocagem dos 8.422,35 m³ da pedra de Itapema. Após a instalação da cortina de bolhas (uma das medidas utilizadas para a proteção do ecossistema marinho existente na região da pedra) e das bóias de sinalização da área de trabalho, serão realizados testes. No primeiro dia acontecerão três detonações. No segundo, uma detonação.

Após a avaliação dos resultados dos testes, será iniciada a fase de produção do derrocamento da pedra de Itapema. A previsão é de que sejam realizadas no total seis detonações, uma a cada dois dias. De acordo com o Girardeaux, todo o processo deve durar três semanas.

Paralisação da navegação

A perfuração da rocha será realizada pelo navio Yuan Dong 007 que opera (na perfuração da rocha e preparação para a detonação) por 24 horas. Não será permitida a navegação de qualquer tipo de embarcação na área de trabalho. Para que as catraias e a balsas de passageiros da Dersa continuem em atividade ficará disponibilizada uma área de 50 metros de largura. Porém, no período de preparação e detonação – aproximadamente uma hora – a navegação desses dois meios de transporte será paralisada. Meia hora antes da detonação os responsáveis pelo transporte de passageiros de Vicente de Carvalho para Santos e vice-versa, já poderão ver o acionamento da cortina de bolhas.

O aviso do momento da detonação será feito por intermédio de uma sirene. Cinco minutos antes, serão tocados seis sinais sonoros longos de 10 segundos cada. Um minuto antes mais um sinal de 10 segundos seguido por no máximo 10 sinais de três segundos cada. Após a detonação e a inspeção da área, um novo sinal longo – acima de 10 segundos – será acionado para a liberação do canal de navegação.

O monitoramento ambiental da obra também inclui o trabalho na embarcação de um biólogo que verifica a presença na área de trabalho da embarcação de espécies de mamíferos aquáticos, como botos e golfinhos, e tartarugas. Outra atividade está relacionada ao acompanhamento da intensidade das detonações para evitar danos às edificações próximas à pedra, com o posicionamento de sismógrafos em pontos estratégicos para esse controle.

Texto produzido em: 26/10/2011

Publicado por: DA REPORTAGEM